Clima seco e climatização: como preservar a saúde respiratória

Brasília e boa parte do Centro-Oeste enfrentam temporadas em que a umidade relativa do ar cai abaixo dos níveis considerados seguros pela Organização Mundial da Saúde. A OMS recomenda que essa umidade fique entre 40% e 70% para preservar a saúde respiratória. Em estações secas, o Distrito Federal já registrou índices próximos de 9%, abaixo até dos parâmetros de desertos. Quando esse ar entra nas casas, nos escritórios e nos ambientes hospitalares, o impacto se acumula no corpo humano e exige atenção técnica para reduzir efeitos no aparelho respiratório.
O que o ar seco provoca no corpo
A baixa umidade resseca as mucosas das vias aéreas, reduz a eficiência dos cílios responsáveis por filtrar partículas inaladas e facilita a entrada de vírus e bactérias no organismo. Sintomas comuns incluem irritação nasal, garganta seca, tosse persistente, sangramentos nas vias aéreas, agravamento de quadros de asma, rinite e bronquite. Crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias crônicas formam o grupo de maior risco.
Em paralelo, o clima seco potencializa a presença de poeira em suspensão e a sensação de desconforto em ambientes internos. Quando a temporada de queimadas coincide com a estação seca, o quadro piora: material particulado fino soma-se ao ar já desidratado, comprometendo ainda mais a função respiratória.
Como a climatização atua nesse cenário
A climatização adequada vai além do controle de temperatura. Em períodos de baixa umidade, o sistema precisa lidar com três frentes ao mesmo tempo: manter o conforto térmico, controlar a umidade relativa do ar e garantir renovação com filtragem adequada. Patrick Galletti, engenheiro mecatrônico e CEO do Grupo RETEC, observa que tratar o ambiente apenas pela temperatura, sem considerar umidade e renovação, deixa o ar interno tão problemático quanto o externo.
Equipamentos de ar-condicionado convencionais reduzem a umidade do ar durante o resfriamento. Em ambientes que já partem de níveis muito baixos, isso intensifica o problema. Soluções como umidificadores em ambientes específicos, sistemas com controle integrado de umidade e tratamento de ar com filtragem fina entregam respostas mais consistentes do que o equipamento isolado.
O que considerar em residências
Em estações secas, manter umidificadores em quartos e ambientes de permanência prolongada reduz o impacto direto sobre as vias respiratórias. A escolha do equipamento precisa observar a vazão de ar, o volume do cômodo e a manutenção adequada do reservatório de água, já que umidificadores mal higienizados se tornam fonte de fungos e bactérias.
Em paralelo, hábitos como hidratação frequente, lavagem nasal com solução salina e redução da exposição ao ar externo nos horários de maior poluição complementam os ganhos do ambiente climatizado. Nenhum equipamento substitui esses cuidados básicos, mas a soma das frentes reduz o risco de quadros agudos.
O que considerar em ambientes corporativos e hospitalares
Em escritórios, escolas, hospitais e clínicas, o controle preciso de temperatura, umidade e renovação faz parte do projeto de climatização. Sistemas com unidades de tratamento de ar (UTAs) permitem combinar resfriamento, filtragem e ajuste de umidade, mantendo o ambiente interno em faixa adequada mesmo quando o ar externo está extremamente seco. Em hospitais, a exigência é normativa. Em escritórios, a operação adequada do sistema reduz absenteísmo, queda de produtividade e queixas relacionadas à qualidade do ar.
A renovação de ar exige cuidado adicional em períodos de seca combinada com queimadas. O ar externo precisa entrar tratado, com filtragem compatível com o material particulado presente na atmosfera. Sistemas mal dimensionados ou com manutenção atrasada perdem essa capacidade de proteção.
Pontos práticos para a temporada seca
- - Verificar a umidade relativa nos ambientes internos com higrômetros, especialmente em residências e escritórios.
- - Avaliar uso de umidificadores compatíveis com o volume do espaço.
- - Conferir filtros e manutenção dos sistemas de climatização.
- - Em obras corporativas e hospitalares, revisar o desempenho das unidades de tratamento de ar e a capacidade de renovação.
- - Em períodos de queimadas, reforçar a filtragem nas tomadas de ar exterior.
A RETEC fornece soluções para climatização, ventilação, exaustão e tratamento de ar em residências, ambientes corporativos e obras de médio e grande porte. Para projetos com exigência técnica de controle de umidade e qualidade do ar, fale com a equipe comercial.
Participamos de uma matéria sobre esse tema no Correio Braziliense (coluna de Fabiano Moraes). O tema dos efeitos do clima seco na saúde respiratória e o papel da climatização foi abordado em matéria com participação de Patrick Galletti, CEO do Grupo RETEC. Leia em: https://www.correiobraziliense.com.br/colunistas/fabiano-moraes/2025/06/7187560-clima-seco-e-climatizacao-como-preservar-a-saude-respiratoria.html
